Assim como o vinho o azeite é um produto “vivo”. Para conservar a sua integridade e frescura, ele deve ser mantido livre do calor excessivo, do ar, da umidade e sobretudo da luz. O produto deve ser armazenado a uma temperatura de aproximadamente 20ºC. O oleólogo Rafael Klier alerta que o azeite nunca deve ser guardado na geladeira.

- Ao contrário do que muitos pensam, não se deve guardar na geladeira, pois altera o sabor do azeite, que facilmente se contamina com o cheiro dos demais alimentos. Além disso, a baixa temperatura pode talhar alterando os componentes do azeite, mudando o gosto, a consistência e o aspecto – afirma, alertando que as embalagens de lata e plástico não são indicadas porque favorecem a migração de elementos do recipiente para o produto.

O apropriado é manter o azeite sempre fechado para não oxidá-lo rapidamente em contato com o ar. O recomendado é colocar o produto num vidro de cor escura, que protege o óleo da oxidação ou ainda num recipiente de aço inox.

- Podemos até usar um vidro translúcido, porém é necessário que seja coberto por uma capa que o proteja realmente da incidência da luz – recomenda.

Para Klier no caso das latas, é fundamental dar preferência às de aço inox e que possuam tampa dosadora, pois os tradicionais ‘furinhos’ nos cantos da lata causam a perda das principais propriedades do produto, após 24 horas da abertura.

- Ao servir, nunca encoste o bico do galheteiro na comida, pois isso pode contaminar o azeite e fazê-lo azedar. Também não limpe o bico do galheteiro com os dedos, use uma toalha de papel. Se for conservado corretamente, o azeite de oliva mantém suas características e sua qualidade por um bom tempo. Nunca deixe azeites novos em recipientes que contenham restos de azeites velhos. Ele ficará rançoso – diz Klier, recomendando que depois de aberta a embalagem, o ideal é que seja usada em 4 meses, embora haja quem admita estender esse prazo por até um ano.

Rodrigo Gomes, no jornal O Globo